17 setembro, 2009

A árvore da vida.

"... «Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos.»... quais os frutos que a árvore... deve dar, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com a sua sombra uma parte do mundo, mas ainda não abrigaram a todos os que devem reunir-se em seu redor? Os frutos da árvore da vida são frutos da vida, de esperança e de fé... Mas quão poucos os colhem! A árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus. Quiseram moldá-la segundo as suas ideias, modelá-la de acordo com as suas conveniências. Para isso a cortaram, diminuíram, mutilaram. Os seus ramos estéreis já não produzem maus frutos, pois nada mais produzem. O viajante sedento que se acolhe à sua sombra, procurando o fruto da esperança, que lhe deve dar força e coragem, encontra apenas os ramos adustos, pressagiando mau tempo. É em vão que busca o fruto da vida na árvore da vida: as folhas tombam secas aos seus pés. As mãos do homem tanto as trabalharam, que acabaram por crestá-las!
Abri, pois, vossos ouvidos e vossos corações... cultivai esta árvore da vida... Aquele que a plantou nos convida a cuidá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância os seus frutos divinos... não a mutileis. A sombra imensa quer estender-se por todo o Universo; não lhe corteis a ramagem. Os seus frutos generosos caem em abundância, para alentar o viajante cansado, que deseja chegar ao seu destino. Não os amontoeis para guardá-los e deixá-los apodrecer, sem servirem a ninguém... É que há os açambarcadores do pão da vida, como os há do pão material. Não vos coloqueis entre eles; a árvore que dá bons frutos deve distribuí-los para todos. Ide, pois, procurar os necessitados; conduzi-os sob as ramagens da árvore e partilhai com eles o abrigo que ela vos oferece. «Não se colhem uvas dos espinheiros»... afastai-vos, pois, dos que vos chamam para apontar os tropeços do caminho, e segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida... que a árvore da vida vos faça com abundância a oferenda dos seus frutos!..."

In, O Evangelho segundo O Espiritismo de Allan Kardec (Capítulo XVIII).

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