15 novembro, 2011

A desculpa da reestruturação das empresas

Quando as empresas formalizam contratos de trabalho com os trabalhadores têm de ir:

- Ás finanças com os contratos, a fim de, pagar o imposto de selo, logo as finanças sabem perfeitamente quantos contratos de trabalho foram feitos e quanto ganharam com o imposto de selo;

- À ACT - Autoridade para as condições de trabalho, por forma a, darem a conhecer os contratos formalizados (e não só).


Quando ouvi o ministro da economia e do emprego falar de reestruturação das empresas a primeira coisa que me veio à cabeça foi:
- Contratos de trabalho e respectivas cláusulas (onde consta frequentemente o tal termo reestruturação, e este tipo de justificação para formalização de contratos a termo não é novidade em Portugal).


No que se refere a reestruturações seria bom saber:
1.º - O número de empresas que estão nessa situação;
2.º - Os nomes das empresas;
3.º - Quantas vezes as mesmas empresas passaram por processos de reestruturação;
4.º - Quantos anos levaram em cada processo de reestruturação.
5.º - Os frutos que deram.


Quanto ao capital de risco de que têm vindo a falar nos meios de comunicação social, só tenho a dizer que nos EUA essa é uma prática antiga e esse capital de risco é dado a empresários que não tiveram sorte com as empresas (porque não deram lucros e só geraram despesas) e o governo americano dá-lhes a possibilidade de voltarem a abrir uma nova empresa, um novo negócio, num ramo de actividade diferente, tudo isto, porque quando uma empresa não tem razão para existir, fecha! E ao empresário é dada hipótese (através desse tal Capital de risco) para tentar outro tipo de negócio.

Aqui em Portugal está-se mesmo a ver que o tal Capital de Risco vai ser oferecido às empresas que já deviam de ter fechado suas portas (pelo simples facto de não darem lucros mas, sim despesas) e o mais preocupante ainda será o de "oferecerem" o tal Capital de Risco a empresas que continuam em risco mesmo após terem tido apoios sucessivos e de vária ordem por parte de vários governos deste País chamado Portugal, refiro-me aos célebres fundos europeus; a uma panóplia de programas e sub-programas feitos à medida das empresas; isenções de pagamentos a segurança social durante 5 anos por estagiário; formação profissional para os empregados que muitas vezes se limitam a assinar a folha de presenças, e aulas nem vê-las! porque são necessários no posto de trabalho; e agora que vão dar formação a empresários espero que o dinheiro para esse efeito nem lhes passe pelas mãos e que as formações para empresários sejam feitas em terreno neutro.


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