terça-feira, junho 23, 2020

Quantos termos ou notas de responsabilidade foram passadas e firmadas pelos médicos do SNS e os doentes por COVID-19, neste país chamado PORTUGAL, desde o início da pandemia?

Vivemos num Estado de direito e numa democracia.

 

Um cidadão doente não é um criminoso.

 

Desde que a pandemia foi anunciada os cidadãos têm recebido vários tipos de informações nacionais, europeias, mundiais, por parte de líderes que têm tido ao longo do tempo várias perspectivas quanto ao tema. No inicio alguns desvalorizaram, depois afirmaram que a contaminação de grupo seria a melhor forma de encarar o desafio, por fim, começaram a ver que a morte pairava no mundo, que muitas vidas estavam sendo ceifadas e por fim actualmente, após o desconfinamento começaram alguns especialistas a dizer que teríamos todos de conviver com o vírus.

 

Todos os dias novas interpretações surgiram, todos os dias a morte tem entrado pelas nossas casas adentro, via televisão e não só.

 

As crianças, os jovens e famílias ficaram confinados em casa, mesmo sem estarem doentes. E assim as jovens famílias, ao longo do período de estado de emergência até ao estado de calamidade, foram arranjando soluções, ou não, para ocupar os filhos, que deixaram de ter aulas presenciais, que deixaram de brincar uns com os outros, que deixaram de namorar, enfim que deixaram de fazer aquilo que os jovens (e não só) fazem que é: viver a vida, respirar a vida, respirar a liberdade de ser e de existir como ser humano, como ser social.

 

Quando os cidadãos e famílias ouviram a palavra desconfinamento saíram para a rua, para a praia, para o campo, viajaram para uns breves dias de relaxamento, uns dias para se sentirem livres, respirarem, conviverem, comunicarem pessoalmente, sentiram como se lhes tivessem aberto as portas da cela que um ser invisível e terrorista lhes obrigou a fechar.

 

Tem sido lamentável o que ultimamente temos visto, lido e ouvido em praça pública, nos mass média, nas redes sociais, relativamente à forma como têm sido tratadas algumas famílias e cidadãos, contaminados ou não pelo novo Coronavírus, que optaram por marcar encontros, convívios, festas mal ouviram a palavra desconfinamento,  feriado de Santo António, etc. O que é obvio depois de deixarem entrar tanto lixo emocional, tanto medo, pela casa adentro, via mass média e assim as pessoas ficaram confusas, sem saber em que opinião confiar e mal viram uma fresta aberta para saírem “aqui vai disto bom petisco”

 

A doença é um assunto que pertence ao foro privado, na doença o assunto é entre o doente e o seu médico assistente.

 

Todas estas trapalhadas, pessoas em fila à porta do tribunal, porque foram a uma festa e algumas estavam contaminadas.

 

Depois ouvimos:

- ah e haviam crianças;

- que pais inconscientes;

- que clube/associação desportivo(a) é esse(a) que deixa entrar tanta gente?

 

Dizem os cidadãos comuns e dizem as pessoas presidentes de câmara e diz a ministra da saúde? e diz a DGS?

 

As exigências para a criminalização, para a acusação, para a penalização começam a crescer e as pessoas gritam: ISTO NÃO PODE FICAR ASSIM; AH QUE CONDENAR PARA SERVIREM DE EXEMPLO, para mais ninguém repetir hediondo CRIME.

 

Tudo isto elevou “abutres” no ar, afinal “enquanto uns choram outros vendem lenços” e assim tanta tinta se tem gasto, a do lápis azul da censura, a dos jornais, a das revistas. Os doentes e os não doentes por COVID, que se atreveram ir-se divertir,  foram servidos de bandeja a muita audiência, a das pessoas que gostam de apedrejar, gostam de espalhar veneno, pois já não lhes chega a lavagem cerebral das novelas, dos jornais, dos comentadores escolhidos a dedo e como o futebol anda a meio gás, mostram-se pessoas em filas para serem condenadas pelo crime de estarem doentes, ou não, e para o empresário que abriu o salão de batizados e festas uma condenação também.

 

Está meio mundo apanhado “dos cornos”, deixaram de pensar, centram-se no problema em vez de o analisar como um desafio, bloquearam, entraram em curto-circuito cerebral.

Esta mesquinhez e estupidificação, a sede de vingança e punição, estes sentimentos negativos vigam e elevam a ditadura. Estão tão cegos, não entendem que quando apontam um dedo a alguém estão a apontar três para vocês próprios e um para Deus? Que está a ver esta medra toda? Este chavascal?

 

O que acho mais preocupante é o facto dos governantes, das pessoas importantes, os líderes deste nosso país, o país mais antigo da Europa que já tem idade para ter juízo, irem na onda popular. O povo, aquele que ainda não saiu da idade média mental ou da idade da pedra, quer penalização, bodes expiatórios, exemplares penalizados e criminalizados? O governo, os presidentes de câmara, etc. recolhem as pedras, que cidadãos descerebrados lhes entregam, e “passam a batata quente” ao poder judicial, para que os exemplares fiquem em filas de espera, mascarados como bandidos que acabaram de cometer um crime, todos alinhadinhos como animais na direcção do matadouro.

 

Pergunto:

 

Cada cidadão que foi diagnosticado com o novo coronavirus, por mero acaso, SÓ POR MERO ACASO DO DESTINO, foi-lhe apresentado algum “Termo de responsabilidade” firmado pl’O médico assistente do SNS e pl’O doente, no qual, constasse que o doente foi esclarecido acerca da doença, dos cuidados a ter, dos procedimentos a tomar em caso de não necessidade de internamento e que tratamento  a fazer, tal como as consequências legais do não cumprimento da prescrição médica anexa ao termo de responsabilidade?

 

Quantos termos ou notas de responsabilidade foram passadas e firmadas pelo SNS e os doentes por COVID-19, neste país chamado PORTUGAL, desde o início da pandemia?

segunda-feira, junho 15, 2020

O sr. P.R. Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa em aula de EstudoEmCasa





Excelente iniciativa.
Um sinal de respeito pelos alunos que neste tempo de pandemia têm estado em casa e pelos professores que tiveram de passar a dar aulas quer pela televisão "RTP Memória" como pela internet.

sábado, março 14, 2015

Aos médicos do SNS o meu maior respeito

Enquanto cidadã Portuguesa, desempregada involuntária de longa duração, em situação de doença tenho a dizer que lamento o desrespeito com que o Ministério da Saúde tem vindo a tratar os médicos, e os utentes do SNS nos vários serviços públicos de atendimento, que fazem os possíveis para ajudar os pacientes com os insuficientes instrumentos e meios que o Ministério da Saúde coloca ao seu dispor. O sr. Ministro da saúde devia saber que sem ovos não se faz omeletes, sem forno não se faz pão… Se ao sr. Ministro lhe dessem um gabinete sem os instrumentos necessários ou com os instrumentos desadequados para exercer a sua função muito provavelmente não atingiria os objectivos a que se propôs antes de ascender a um lugar tão distinto.

Ontem descobri na plataforma do ministério da saúde que não tenho direito a reclamar do SNS, fiquei triste com o que vi na plataforma dos serviços do ministério da Saúde. 

Clique na seguinte frase para abrir a hiperligação:


No que se refere a esta frase (escrita a vermelho por baixo do valor referente ao «Rendimento Mensal» ) só tenho a dizer: - «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem»


Foi assim, desta maneira "dura, crua, nua e fria" que finalmente entendi a razão do tipo de respostas que o Ministério da Saúde (e não só) tem vindo a dar às minhas várias reclamações, todas as minhas criticas têm sido construtivas e até determinada altura até achei que esta seria a melhor forma de prestar tarefas úteis à sociedade mas, enganei-me redondamente, afinal para os sucessivos governos as tarefas úteis à sociedade só são aquelas que eles escolhem em forma de contrato de RSI, de contrato de inserção profissional e afins em que os cidadãos trabalham e são pagos com parcos subsidios da Segurança Social.

Sr. Ministro a saúde não tem a ver só com dinheiro e para a saúde (e não só) não deveria haver contenção de custos.

Quando os médicos tratam as pessoas doentes utilizam os conhecimentos que ao longo de anos absorveram, a praxis fá-los crescer mas, algumas vezes precisam da mão de Deus para os ajudar, para os guiar nos tratamentos adequados. Já agora aproveito para agradecer ao Dr. Victor Martins (cirurgião da unidade pediátrica de pneumologia do Hospital de Santa Maria de Lisboa) e à equipa que, há 2 décadas atrás, trataram e salvaram (com o apoio de Deus)  um dos meus filhos. Se nessa época os médicos me respondessem tal qual alguns médicos me têm vindo a responder ao longo desta última década o desfecho teria sido diferente.

Quero agradecer ao Dr. Eusébio Pinto, meu ex-médico (porque se reformou) de família pela paciência que teve para comigo e pelo pouco que conseguiu fazer por mim, graças às sucessivas contenções de custos na saúde. Eu sei que o Dr. me ajudaria mais se isso estivesse nas suas mãos.

Espero que o Dr. Manuel Alveirinho, meu actual médico de família não tenha de passar “as passas do Algarve” como o Dr. E.P. passou e se conformar com as contenções de custos, com a falta de meios e de condições para despoletar os  instrumentos necessários para tratar as pessoas como deve ser, logo desde a fase inicial da doença, espero do fundo do coração que consiga exercer a sua função na plenitude. Agradeço ao Dr. M.A. os conselhos e o apoio (dentro das medidas do possível) que me tem dado, é uma honra tê-lo como médico de Família.

À Dra. Fátima Peralt Lopes, neurocirurgiã agradeço que tenha valorizado as minhas queixas e lamento que até à data, para o meu caso,  não tenha sido criada uma equipa médica com médicos de outras especialidades para além da sua especialidade, porque o meu problema não é só neurológico, para além disso, eu quero ser operada num hospital público e por médicos que tenham boas taxas de êxito no tipo de intervenção cirúrgica de que necessito.
Os hospitais têm de se responsabilizar pelo tipo de tratamento que dão a seus doentes, é inacreditável que “lavem as mãos” como “Pôncio Pilatos”, através do envio de um vale cirurgia com 3 hospitais privados à escolha do paciente, depois de anos de sofrimento não é em cima dos joelhos e à pressa que a coisa se resolve, a minha vida não é um jogo de euromilhões ou raspadinha em que se acertar ganho e se não acertar perco.

Em todo o lado há bons e maus profissionais mas, limitar o exercício profissional dos bons profissionais a obstinadas contenções de custos é imoral, é degradante e desumano. Um bom profissional é aquele que também se responsabiliza pelo que faz e quando erra reconhece, aprende com os erros não os repetindo e pede desculpa sempre que necessário.


Que Deus ilumine os nossos caminhos e nos resgate da obscuridade das dividas geradas por gente maquiavélica…

sexta-feira, outubro 24, 2014

Greve dos administrativos e auxiliares dos hospitais


Sem dúvida que a falta de pessoal e de material  faz com que  condições de trabalho do pessoal (médicos; enfermeiros; auxiliares; técnicos e especialistas de saúde; administrativos) se deteriorem imenso e quem paga são os cidadãos que necessitam de cuidados de saúde.

Não há condições para ninguém neste País excepto para os políticos, única profissão que dá direito de facto a carreira profissional e  (aparente) estabilidade dos que a exercem.

Os Srs. do poleiro querem que as mulheres deste País tenham filhos dizem que é por causa da baixa natalidade mas, depois não sabem como meter a máquina a funcionar, por forma a, que os serviços públicos funcionem como deve ser, sim que funcionem a favor dos utentes, afinal cada gravidez leva dentes (e não só), não é?

Em dia de greve os jornalistas vão para as portas dos hospitais e centros de saúde, falam com os utentes que se sentem incomodados por não serem atendidos pelo serviço de saúde no dia de greve mas, os Srs. jornalistas não entram dentro dos gabinetes médicos para verem as condições com que estes trabalham, pois não?

Vamos  exemplos?

Aqui vai

- Centro de saúde de Faro, Algarve, Portugal

O jovem dentista que está no consultório, que recebe utentes carenciados:

- Não tem assistente para o ajudar enquanto repara os dentes;
- A cadeira de dentista (onde os pacientes se sentam) está a cair aos bocados, razão pela qual hoje em pleno dia de greve não tive a consulta, que marquei há mais de 1 mês, para tratar de uma das infecções dentárias que tenho;
- Se precisa de ver um CD de um exame imagiológico tem de sair do seu gabinete porque o computador do consultório não está preparado para fazê-lo;
- Se detecta uma infecção num dente do siso tem de requerer consulta para o utente no Hospital de Faro, o que leva imenso tempo.


Será que o Sr. ministro da saúde desconhece que:

- Numa infecção dentária o cérebro está sempre recebendo sinais de infecção e envia constantemente "os polícias do organismo" para o combate,    se a infecção não for tratada a tempo pode levar à morte associada a sepse que advém precisamente de disfunção orgânica aguda ou falência de múltiplos órgãos devido a infecções secundárias ou complicações decorrentes da doença de base, no caso de uma infecção dentária não tratada a tempo.

 - Em Faro estão sendo enviadas crianças (inclusive com idades até 10 anos), que antes eram seguidas por terapeutas (exemplo: terapeutas da fala e terapeutas ocupacionais) nas consultas externas do Hospital de Faro, para consultas de psicologia no hospital psiquiátrico de Faro? Acha normal que crianças que conseguem atingir medianamente objectivos escolares e que vão evoluindo sejam atiradas de repente para consultas num hospital psiquiátrico? Também deve achar normal que psicólogos insistam em receitar medicamentos com o princípio activo metilfenidato (do grupo das anfetaminas), quando por exemplo no Brasil  a administração deste tipo de medicamento está proibida  a crianças;

- Por exemplo os bochechos de flúor não podem ser dados a crianças cujo autismo está adormecido ou a pessoas com problemas na tiróide? Por mero acaso mandará o programa de bochechos quinzenais nas escolas públicas fazer análises prévias à urina das crianças de verificação dos níveis de fluoretos no organismo? Ou a assinatura de encarregados de educação (menos esclarecidos) dando permissão para os tais bochechos é suficiente para que a culpa dos serviços de saúde "morra solteira"? Até quando os Srs. Ministros da saúde em Portugal continuarão a ser como o Poncio Pilates, os médicos e técnicos de saúde os carrascos e os pacientes Jesus Cristos?

- Por exemplo em questões neurológicas sensíveis os utentes devem ser operados por médicos que apresentam taxas de êxito em vez de condicionarem os pacientes à sua região de residência?

- …
Afinal quando é que os profissionais da saúde e os utentes dos serviços públicos são tratados como deve de ser, com o respeito e com a dignidade que merecem?
O QUE RAIO SE PASSA NESTE PAÍS sr. Ministro?
O sr. Ministro da saúde ou é um incompetente ou está alheado da realidade que afunda este País a passos acelerados.




sexta-feira, outubro 10, 2014

SAVE THE ALGARVE FROM OIL AND GAS EXPLORATION



«MORTE NO ALGARVE

Uma teoria da conspiração passou à realidade
Condena-se um paraíso a uma calamidade

Foi destruída uma cultura milenar ligada ao mar
Políticas suicidas para a pesca e industria matar
De um ano para o outro o marisco da Ria Formosa
Passa a merda o que era ouro, mais uma verdade mentirosa

Não! Petróleo no Algarve!
Não! Morte no Algarve!

Pouca gente vive do mar e quem vive está ilegal
Matam a contestação, abre-se a porta ao capital
Nos media nada se fala, a morte entra em silêncio
A população moribunda procura emprego num anúncio

Não! Petróleo no Algarve!
Não! Morte no Algarve!

Onde antes encontravam comida animais estão condenados
Num cemitério aquático encontrarão petróleo derramado

No sul de Portugal, um ecossistema único no mundo
Petróleo foi encontrado no fundo
Estuário único no mundo, a natureza foi vencida pelo capital
A fauna e a flora serão defuntos, a morte será vital!»

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Sign the Petition :

SAVE THE ALGARVE FROM OIL AND GAS EXPLORATION - SALVAR O ALGARVE DA EXPLORACAO DE GAS E PETROLEO


https://www.change.org/p/say-no-to-oil-rigs-in-the-algarve-diz-n%C3%A3o-%C3%A0s-plataformas-de-petr%C3%B3leo-no-algarve

quarta-feira, setembro 17, 2014

Inicio do ano lectivo num País com quase 9 séculos

Como sempre o mesmo mediatismo às portas das comunidades escolares, o que comprova que os erros repetem-se interminavelmente e que os jornalistas não têm um "faro" assim tão apurado.

Nos primeiros dias de aulas os meios de comunicação social procuram noticias junto das portas das escolas esquecendo-se que deviam estar junto das papelarias que fornecem os manuais e materiais escolares para os alunos com direito ao S.A.S.E.- Serviço de Acção Social Escolar, incluidos no escalão A e com Necessidades Educativas Especiais (como por exemplo: os alunos que estão integrados no ensino público normal e que necessitam ao longo do ano também de apoio de professores de ensino especial).


Os alunos do 1.º ciclo do ensino básico que precisam de mais protecção (com Necessidades Educativas Especiais) são os que mais desprotegidos ficam no inicio de cada ano lectivo:

1.º - Quando na 1.ª semana de Setembro (porque antes não vale a pena) os encarregados de educação se dirigem às secretarias dos agrupamentos escolares para pedir o PAPEL para entregar na papelaria (escolhida por concurso público e posteriormente indicada aos pais pelos serviços administrativos dos agrupamentos) com a finalidade de fazer a reserva dos manuais escolares, a resposta é: - Venha no 1.º dia de aulas porque no caso de alunos com
Necessidades Educativas Especiais não posso passar nenhum PAPEL sem a permissão do(a) prof.(a)/director(a)/coordenador(a) da escola;

2.º - No 1.º e 2.º (3.º; 4.º, etc.)  dia de aulas enquanto que os alunos estão nas aulas sem livros nem materiais escolares, os pais estão às portas das papelarias (escolhidas por concurso público) uns com o tal PAPEL referido no n.º 1.º e outros sem o tal PAPEL porque entretanto a escola não entregou o PAPEL e os encarregados de educação têm de voltar ao agrupamento para buscar o PAPEL, senão a papelaria não entrega nem manuais, nem material escolar sem o dito PAPEL. Entretanto os encarregados de educação andam tipo yôyô entre os agrupamentos e as papelarias, com sorte depois de andarem para a frente e para trás pode ser que ainda hajam manuais e materiais escolares para as suas crianças (daqui a uns dias vamos começar a ouvir, nos meios de comunicação social,  que os alunos estão levando faltas por falta de manuais e materiais escolares);

3.º - Quanto ao valor (em € referenciado no PAPEL referido no ponto n.º 1 e 2) do SASE por aluno no escalão A tenho a dizer que há escolas que decidem ser de 70€ e outras de 75€ (haverá mais modalidades dentro de um único escalão?) ;

4.º - Há alunos que recebem por parte das escolas alguns manuais escolares usados e as escolas descontam o valor desses livros usados ao valor do actual S.A.S.E., o que me  leva à seguinte questão: - Em termos contabilisticos das escolas/agrupamentos como é que  um único livro pode ser comprado pela escola (SASE)  duas vezes (no espaço temporal de 2 anos lectivos) , porque 2 vezes é descontado do valor do S.A.S.E. atribuído (e de direito) a cada aluno?

5.º - Há encarregados de educação, cujos filhos têm direito a SASE, que recebem manuais escolares usados (das escolas) todos escritos a caneta  por dentro (o que prova que os responsáveis pela gestão de  manuais usados não abrem os livros para ver em que condições estão) e que acabam por ser obrigados a comprar do seu parco bolso um livro novo na papelaria porque entretanto o valor do livro usado foi descontado do valor atribuído pelo SASE.  
Eu pessoalmento acho que os manuais escolares não deviam de ter espaços com questões para serem respondidas dentro do manual (para isso existem livros de fichas) e muito menos concordo que aos alunos com direito a SASE, no escalão A (e B), seja recomendado aos pais que ao longo do ano tirem fotocópias dos manuais para que as crianças possam responder às questões de modo a deixarem os mesmos em bom estado, que discriminação é esta? Acham que as crianças não têm sensibilidade? O que pensará uma criança que olha para o lado e vê o colega escrevendo no  manual que os pais compraram (porque podem) e ela não pode?

6.º - O valor atribuido pelo SASE é insuficiente, assim os pais carenciados economicamente acabam por ter de comprar materiais escolares e pagam IVA a 23%, porquê? 

 
SE A EDUCAÇÃO É IMPORTANTE PARA TODOS (independentemente do nível económico de cada um) PORQUE RAZÃO OS MATERIAIS ESCOLARES TÊM UMA CARGA DE 23% DE IVA??? Porque razão um simples lápis de carvão, uma caneta  ou uma borracha têm uma carga tributária destas???

Será que os S.A.S.E. também pagam IVA às papelarias ?
As minhas SOLUÇÕES para alunos com SASE:

Se as escolas/agrupamentos encomendassem os manuais e materiais escolares directamente às editoras e aos fornecedores e os colocassem nas carteiras de escolas dos alunos logo no primeiro dia de aulas, evitava tanta cena triste e decerto que a despesa do estado baixaria porque os livros e materiais seriam mais baratos, para além disso, neste caso do SASE as escolas/agrupamentos deviam de ter isenção de IVA. Quanto ao SASE excedente (quando aos alunos são dados manuais escolares usados)  acho que o valor deste devia transitar (numa conta escolar ou cartão escolar ou processo escolar do aluno) para o ano seguinte, assim talvez nos próximos anos as universidades venham a ter novamente mais alunos.





domingo, agosto 31, 2014

Save Algarve, Portugal from gas and oïl drilling. In Portugal we need to continue developing clean and green energies and to have a quality tourism

Please share :

Luz, from where Maddie McCann disappeared, belongs to the municipality of Lagos in the Barlavento, region of the Algarve, in southern Portugal.  and «Praia da Rocha (English: "Rock Beach") is the beach and built up area on the Atlantic Ocean which is also on the southern section (Barlavento) of the municipality/concelho of Portimão, Algarve, Portugal.

Have a look to municipalities that exist in the Algarve, you can confirm that the municipality of Lagos (where there is Praia da Luz) and Portimão (where there is Praia da Rocha)  are next to each other
http://www.merceariabio.pt/imagens/entregas/mapa_algarve.jpg


Suggestion:

Now that Atlantic ocean currents warmed Algarvian water's I suggest you all a "nice" yacht promenade and a sunbath on Praia da Rocha coast by the "oil and gas extraction" (?!?)  platform which is allready there without natives and residents consentiment or information about all the details of the activity.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10203348301721200&set=gm.973814922635467&type=1&theater

Portuguese population as no knowledge about:
benefits or curses that the project may result in as for the present or future population or ecosystem; licenses; what kind of insurance against all risks are being done; % for a public fund incoming from the activity.

Unfortunately till now any popular referendum was been done in order to know what is the will of the Portuguese and European people (especially those who are in favor of green and clean energies and those that live in here) about this subject.

Please help us (ASMAA, Algarve Surf And Marine Activities association) by donating, «We need to raise 1000 Euros by 5 September 2014 to be able to mount another wave of awareness about the risk of oil and gas exploration for the Algarve in September – this will help us to pay printers for campaign materials, travelling, telephone call charges, etc.» and by   signing the petition "SAVE THE ALGARVE FROM OIL AND GAS EXPLORATION"  link:

http://www.change.org/p/say-no-to-oil-rigs-in-the-algarve-diz-n%C3%A3o-%C3%A0s-plataformas-de-petr%C3%B3leo-no-algarve


Fore More information about this, link:

http://asmaa-algarve.org/index.php/en/blog/offshore-oil-and-gas/oh-no-a-jack-up-support-platform-seen-from-praia-da-rocha-in-portimao

Thank you.

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 On the  29 August 2014 at 9:10 a.m

At Desidério Jorge Silva , tourism president of Algarve, facebook profile  in a public  photo , where he thanks all of us for helping making the Algarve the biggest holiday destination in the country,  I asked a few questions:

.
« What is happening on the sea in front of Praia da Rocha?

Is this the birth of a platform for exploration of oil and gas in the Algarve?

By the way did you already:
- Elucidated the population about the pros and cons of a kind of exploration of these and the economic benefits that this poses for the public purse?
- questioned the population whether or not about if they want or not want these type of energy production?
- Informed the residents about the possible environmental impacts? »

Desidério Jorge Silva, tourism president of Algarve, did not answer to my question , instead José Casimiro answered to it asking me to not  say nonsense things and that the platform is a machine that is collecting sand to put it  in the neediest beaches and also commented that these kind of comments  may compromise the Algarve and particularly Portimão

You can read the details (in Portuguese) at next link (note: as soon as the link opens you can press in the left side of the mouse in order to see a big image as well as readable letters.

Thanks

https://db.tt/yAdeIbvw


 

No fb (ainda sobre o assunto da hiperligação anterior) Laurinda Seabra respondeu (+- às 19:53hrs. de dia 31 de Agosto de 2014) ao comentário de José Casimiro:

«A draga que esta agora no algarve e um barco que esta em Albufeira chamado "Fraga R" e que estara aqui por mais uma semana pelo menos a por areia em 6 praias entre Lagoa e Albufeira.

...esta na fotografia, e um jack-up plataforma que esta em Portimao entre a Praia da Rocha e a Praia do Vau que tambem e usada para abrir canais no chao do mar para por linhas de comunicacao, electricos, tubos de gas, tambem sao usadas para por as "wind turbines" no mar, para manter material, para cozinhas, etc ... e uma plataforma de apoio a operacoes offshores com funcoes multiplas.

Ha muitas delas algumas do mesmo tamalho, outras maiores e mais sofisticadas.

A capitania de Portimao ja nos disse que esta plataforma esta de passagem e que solicitou fundeadouro em Portimão. Mas ainda estamos a espera de resposta quantos dias e que vai ficar aqui, e qual o destino?

De qualquer maneira nao e um "site" que queremos ver aqui no Algarve nem o turismo na nossa opiniao. Mas vai ser o que vamos ter se ninguem se levantar contra esta situacao.
»

sexta-feira, agosto 29, 2014

Será isto o inicio da exploração de gás e petróleo no Algarve?

O que está acontecendo no mar em frente da Praia da Rocha, concelho de Portimão, Algarve, Portugal?




Será isto é o nascimento  de uma plataforma de exploração de gás e petróleo no Algarve?

Por mero acaso já:
-  elucidaram a população acerca dos prós e contras de um tipo de exploração destas e dos benefícios económicos que daí advém em prol do erário público?
- questionaram a população se quer ou não este tipo de exploração energética?
- informaram os habitantes  acerca dos possíveis impactes ambientais?




«Offshore support Jack-up vessel. Can be used for various activities, including cargo, stores, accomodation, drenching, deep sea equipment, surveys, etc ... the question I have is what is it doing outside Portimao (Praia da Rocha) since the 27 August 2014?»




LET'S SAVE THE ALGARVE FROM OIL AND GAS EXPLORATION?

ok, so to sign the petition you just have to enter on the link below 

 

VAMOS SALVAR O ALGARVE DA EXPLORAÇÃO DE GÁS E PETRÓLEO?

OK, então assine a petição/abaixo assinado que está na seguinte hiperligação:


http://www.change.org/p/say-no-to-oil-rigs-in-the-algarve-diz-n%C3%A3o-%C3%A0s-plataformas-de-petr%C3%B3leo-no-algarve

domingo, maio 25, 2014

Portugal - European Parliament Election 2014 - Eleições Europeias 2014 - Élections européennes 2014 - EU-Wahl 2014


Once again the word Abstention does not appear on the ballot paper.



Uma vez mais a palavra Abstenção não aparece no boletim de voto.



Une fois de plus le mot Abstention ne figure pas sur le bulletin de vote.



Wieder einmal das Wort Enthaltung ist nicht auf dem Stimmzettel.


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Abstention is a solution.

Abstention is red card to all that have been in power.

At the stage of Hondt method  results clearance, abstention should serve to take votes from the most voted parties and add them in favour of the less voted ones... (ie similar to what has been happening with blank and null votes  which favor the most voted parties and weaken the least voted)



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A abstenção é solução.

A abstenção é um cartão vermelho passado a quem tem estado no poder.

Na fase do apuramento de resultados, do método d’Hondt, a abstenção devia servir para retirar votos aos partidos que receberam mais votos e acrescentá-los a favor dos partidos que receberam menos votos... (isto à semelhança do que tem vindo a acontecer com os votos em branco e os votos nulos que favorecem os mais votados e enfraquecem os menos votados)

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L'abstention est une solution.

L'abstention est un carton rouge à tous ceux qui ont été au pouvoir.

Au stage du dégagement de résultats  de la méthode d'Hondt, l'abstention devrait servir à retirer des votes des partis les plus votés et les ajouter en faveur des moins voté ... (c'est similaire à ce qui se passe avec des votes blancs et nuls qui favorisent les parties le plus voté  et affaiblissent le moins voté)


segunda-feira, maio 19, 2014

European elections 2014 / Eleições Europeias 2014

 Abstentionnists should have fully right to their secret ballot in all elections as the rest of the all voters.

At the stage of votes counting and seats distribution   abstention votes should favour the smallest parties over the largest parties, it would be fair because until now the "famous" Hondt method simple ignores the abstention voters, which proves that these actual system of votes distribution   is not a truly proportional method because it just favour the largest parties over the smallest.

Another solution could be that the abstention votes should decrease the seats of power.


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Os abstencionistas deviam de ter pleno direito ao voto secreto, tal como todos os outros cidadãos eleitores têm.

Na fase do apuramento dos resultados os votos na abstenção deviam de tirar votos aos partidos da maioria e acrescentá-los aos partidos da minoria , seria justo já que até à data na fase do apuramento dos resultados (do "célebre" método de hondt) grande parte dos votos nos partidos eleitos em minoria revertem sempre a favor dos eleitos "maioritariamente"

Outra solução poderia ser a dos votos dos abstencionistas presenciais diminuírem lugares de poder.






terça-feira, abril 15, 2014

TRIBUTAÇÃO ESTATAL


Será que vão continuar a aplicar impostos sobre taxas como têm estado habituados a fazer?  

Já agora tenho um questão para  o sr. Luís Marques Guedes, actual ministro da Presidência como também para a actual ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque, que é a seguinte:

- QUAL É O DIPLOMA LEGISLATIVO QUE LEGALIZA A APLICAÇÃO DE IMPOSTO SOBRE TAXA?


segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Up to 6 months Algarve coast will have oil and gas exploration platforms / Plataformas de petróleo e gás na costa Algarvia daqui a 6 meses

In less than six months Algarve coast will be taken by oil and gas exploration platforms.

Where is the study on environmental impact and public health?

Nobody informed the citizens about this matter, the pros and cons of an exploration of these dimensions.

Is there is anybody concerned about the real tectonic structures under the sea; the several seismic active faults or the possibility of a tsunami?

Sign the petition at uper link:


http://www.change.org/petitions/say-no-to-oil-rigs-in-the-algarve-diz-n%C3%A3o-%C3%A0s-plataformas-de-petr%C3%B3leo-no-algarve?utm_source=supporter_message&utm_medium=email&utm_campaign=petition_message_notice


Details link:


http://www.asmaa-algarve.org/index.php/en/


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Daqui a menos de seis meses a costa Algarvia será tomada por plataformas de exploração de petróleo e gás.


Onde está o estudo sobre impacto ambiental e saúde pública?

Ninguém informou os cidadãos de nada, nem  dos prós ou contras de uma exploração destas dimensões.

Alguém está preocupado com as estruturas tectónicas existentes  no mar e as várias falhas sísmicas activas ou com a possibilidade de tsunami?

Assine a petição na seguinte hiperligação:


http://www.change.org/petitions/say-no-to-oil-rigs-in-the-algarve-diz-n%C3%A3o-%C3%A0s-plataformas-de-petr%C3%B3leo-no-algarve?utm_source=supporter_message&utm_medium=email&utm_campaign=petition_message_notice

Mais informação em:

http://www.asmaa-algarve.org/index.php/en/
 

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

CARTA ABERTA ao actual Provedor de Justiça de Portugal, Professor Doutor José de Faria Costa:


O levantamento feito pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa relativamente aos sem-abrigo devia ser feito a nível Nacional (Portugal Continental e ilhas adjacentes).

Compreendo a situação dos 45,2% de sem-abrigo que são pessoas doentes acredito que sejam cidadãos em idade activa, desempregados de longa duração, acredito que são pessoas que não têm, nunca tiveram ou deixaram de ter uma retaguarda familiar. O apoio da família e dos amigos é importante nas situações em que as pessoas estão a receber o parco subsidio e ainda mais importante é quando deixam de receber o subsídio subsquencial de desemprego e estão com problemas de saúde. Para além disso, estas pessoas só podem pedir o R.S.I. um mês e meio após o terminus do subsidio subsquencial de desemprego, o que quer dizer que se o RSI for deferido têm de esperar mais ou menos 3,5 meses até receberem o dito apoio por parte da Segurança Social Portuguesa. Em todo o caso é ridículo que pessoas doentes recorram ao RSI, quanto muito deviam recorrer à pensão de invalidez relativa até que a sua condição física ou intelectual se restabeleça nas devidas condições.

Dou o meu exemplo:
Felizmente até agora ainda não caí na situação de sem-abrigo que dorme nas ruas, a minha família ajuda mas, só até certo ponto, porque o governo tem feito o favor de cortar na reforma da sra. minha mãe, a qual, tem 3 filhos desempregados a quem apoia dentro da medida do possível porque também ela tem as suas contas. Uma outra pessoa da família também ajuda mas, como lhe cortam no vencimento, também faz o que pode.

Eu voltei ao “estatuto” de desempregada (INVOLUNTÁRIA, no sentido em que na minha vida só conheci uma modalidade de contratos de trabalho, os a termo certo...) de longa duração (pela 2.ª vez na minha vida) desde Abril do ano de 2009.

Comecei com problemas de saúde, com dores praticamente diárias no membro inferior esquerdo desde o ano de 2008 (antes só tinha dores no inverno, diziam que era a ciática). Aproveitei as últimas férias de trabalho para ir ao médico de família queixar-me do meu sofrimento corporal e das minhas dificuldades para fazer coisas normais como por exemplo andar, lavar a loiça, etc. mandou-me fazer uns exames, receitou-me medicamentos e mais nada. Quando estava de férias recebo uma carta da E.M. (empresa municipalizada) de não renovação do contrato, para além disso, deram-se ao luxo de me retirar de funções nos últimos 15 dias de trabalho, antes do fim do contrato. Tentei defender-me junto de organismos competentes, as portas fecharam-se porque o meu estatuto dentro da empresa não era nem de funcionária pública nem de empregada do privado.

Pela 2.ª vez na minha vida fui atirada para o desemprego.

A minha situação de saúde foi-se agudizando, as dores físicas começaram a tornar a minha existência dolorosa, as tarefas rotineiras domésticas um pesadelo. O médico de família passava medicamentos, alguns não tomei por me fazerem mal, assim levei anos e anos a tomar Ibuprofeno e paracetamol (entre outros)  quando as dores eram mais fortes.

Após exames imagiológicos finalmente consegui no ano de 2012 uma consulta de ortopedia no H.D. de Faro. No dia 21 de Novembro de 2012 a Dra. ortopedista pediu um parecer médico ao serviço de consulta externa de neurocirurgia. Passado um ano fui ao Hospital perguntar quanto tempo demorava o parecer médico, ao que me disseram que o processo de triagem era feito por uma enfermeira (sem eu ter lá estado presente) e que tinha de esperar porque havia uma lista de espera de 500 e tal pessoas.  

As dores de facto não se vêem e ao que parece não há aparelhómetros que meçam as dores ou a capacidade das pessoas para as aguentar. Os outros hospitais (de Santa Maria de Lisboa ou o da Universidade de Coimbra) só me poderiam ver na especialidade de neurocirurgia caso o Hospital de Faro fizesse o pedido.

Vendo barreiras e bloqueios a todos os níveis para me tratar resolvi então fazer uma colecta junto da família e fui a uma clínica privada para a consulta de neurocirurgia, paguei 80€ e por artes mágicas ("felizmente" que existe esta espécie de magia) lá consegui a primeira consulta no Hospital público. Fiquei contente, senti como se tivesse sido a minha primeira batalha no sentido de resolver a minha situação.

Enquanto desempregada subsidiada, resolvi meter baixa médica, e assim acabei um dia na Seg. Social numa comissão de verificação (junta médica) do «Sistema de verificação de incapacidade Temporária» (que eu pensava que era por causa do meu pedido de pensão de invalidez relativa, enganei-me!), no gabinete de um médico que disse estar lá a trabalhar a feijões, o sr. dr. lá deu o seu aval, reconheceu que eu estava realmente com incapacidade para o trabalho ou seja que subsistia a incapacidade temporária para o trabalho (data da comunicação da deliberação a 07 de Janeiro de 2014).

Uns meses antes do subsídio subsequencial acabar, mais precisamente no  mês de Agosto de 2013 requeri junto do Centro distrital da Seg. Social de Faro pensão de invalidez relativa (inclusive referi o tipo de pensão que pretendia no campo existente na 1.ª página do modelo n.º CNP-10-V01 referente ao Requerimento de Pensão de Invalidez) para me dar tempo (porque os 4 anos e meio de desemprego subsidiado foram insuficientes para o SNS me ajudar a resolver a ultrapassar e tratar do meu problema de saúde) para ser tratada até ficar capaz para procurar trabalho e para trabalhar.
A pensão de invalidez relativa foi recusada pela «Comissão de Verificação de Incapacidades Permanentes» em meados de Outubro de 2013.

Actualmente continuo a ser tratada em fisioterapia (já o estava a ser antes da infiltração, na coluna vertebral, que não resultou), tenho 2 exames imagiologicos a fazer em Julho de 2014, precisamente no mesmo dia da consulta que decorrerá no fim desse mês nas consultas externas do H.D. de Faro.

Fiz novo pedido à Segurança social para nova junta médica (solicitei um exame de recurso por insuficiência económica, por estar em situação de desemprego), necessitava assim de uma reavaliação mas, a Seg. Social fez questão de me mandar enquanto doente em processo de tratamento (e desempregada de longa duração não subsidiada a partir de 15 de Janeiro de 2014) para uma «comissão de recurso»  do «sistema de verificação de incapacidade Permanente» uma vez mais, tal como o havia já feito em Outubro de 2013. No dia da dita verificação fiz questão de referir que a minha incapacidade é temporária e que não compreendia porque razão me estavam sujeitando a uma Comissão de verificação de incapacidade Permanente, eles disseram que era assim.

Há poucos dias (dia 6 de Fevereiro) recebi a resposta do sistema de verificação de incapacidades (informação adicional: o meu médico e fisioterapeuta dizem que eu tenho uma lombociatalgia incapacitante, degeneração óssea na coluna e que não posso fazer esforços...) onde consta mais ou menos o seguinte: «Pedido de reembolso de despesas de exame médico... 25,83€... Nota de Reembolso» sem número atribuído e se não pagar terei direito a cobrança  coerciva e feita nos tribunais de execução fiscal... ah e os «Fundamentos para o reembolso: Ter sido desfavorável a deliberação da Comissão de Recurso (alínea a) do artigo 73.º do Decreto-Lei n.º360/97, de 17 de Dezembro).

Resumindo:
- Enquanto de baixa médica por doença natural e sendo subsidiada tenho "direito" a  junta médica por parte do «Sistema de verificação de incapacidade Temporária», o qual, é aceite (na deliberação médica referem que «Subsiste a incapacidade temporária para o trabalho do beneficiário» e o médico adiantou que a mesma só serve para efeitos de apresentação no I.E.F.P. de Faro caso estes exigissem prova da minha presença na dita consulta) e continuo a poder receber o subsidio subsequencial de desemprego em vez de subsidio de doença ou pensão de invalidez relativa;
- Enquanto de baixa médica, em tratamento e sem subsidio (nem meios de subsistência na doença e no desemprego de longa duração), após pedido de reavaliação da minha incapacidade,  tenho direito a junta médica por parte do «Sistema de verificação de Incapacidade Permanente» (relembro que o meu pedido de pensão de invalidez inicial foi feito, enquanto desempregada de longa duração subsidiada com subsidio subsequencial de desemprego, para pensão de invalidez relativa)


Eu, por incapacidade económica e sendo mãe de família estou isenta de pagamentos de taxas moderadoras (graças a Deus, ao menos valha-me isso) mas, no Centro Distrital da Seg. Social de Faro para além da desumanidade de não reconhecerem que tenho efectivamente um problema de saúde e que estou passando por um processo de tratamentos médicos que até agora não me têm dado melhoras significativas...  ainda me vêem cobrar por uma consulta feita (por uma comissão de verificação de incapacidade permanente em vez de temporária) em cima dos joelhos por médicos que provavelmente não são da especialidade nem de neurocirurgia, nem de ortopedia, nem de fisioterapia... provavelmente serão médicos de clínica geral (digo eu!) que se dispõem a trabalhar para a Segurança social a troco de feijões (como o outro médico referiu quando lá fui, enquanto desempregada de longa duração subsidiada, à Comissão de verificação do «Sistema de Verificação de incapacidade temporária» no dia 07 de Janeiro de 2014)

Só posso concluir que não é para admirar que no que toca à parte das pensões da seg. Social haja um superavit (ouvi-o na TV um dia destes) , principalmente quando as notas de reembolso (como a que me enviaram, datada a 6 Fevereiro de 2014, com o n.º de expedição 16703) não têm número e também quando as pessoas (como eu) pedem "pensão de invalidez relativa" e não "pensão de invalidez Permanente", pelo menos a Seg. Social devia ter a sensatez de nestes casos ter um sistema de verificação de incapacidade temporária e não permanente.

Eu tenho 50 anos e estou viva, lutando sempre pela vida e pelo meu (e dos meus) bem estar físico e psicológico dentro das minhas possibilidades...

Compreendo a agonia dos sem-abrigo doentes, creio que são cidadãos que foram bloqueados:
-no seu direito de contestar as condições laborais ou de serem defendidos pela justiça enquanto cidadãos com direito a um trabalho digno e direito a defesa no que toca a abusos que infelizmente se têm vindo a generalizar nas entidades patronais (públicas e privadas);
- no seu direito de ser tratados e apoiados convenientemente.


Eu quanto a mim, neste momento só posso dizer o seguinte:

Nunca imaginei que a minha vida num País que deixou de ser de 3.º Mundo desde a adesão à CEE (actual UE) chegasse a um ponto destes e que tivesse de pedir ajuda às Cáritas Portuguesa (à semelhança do que fizeram os Portugueses há uns anos atrás quando vieram das ex-colónias com uma mão à frente e outra atrás) , a qual, também está em dificuldades e depende do apoio e boa vontade (ou não) da  Segurança Social Portuguesa (que digamos não age de boa fé).

Quando V/Exa. quiser poderei fornecer-lhe todos os documentos que comprovam o que aqui foi escrito. Faço saber que torno pública esta comunicação que estou enviando via V/ site www.provedor-jus.pt no meu Blog pessoal (claro está que os meus dados de identificação pessoal ficam entre mim e o sr. Provedor).

Bem haja a todos os que lutam por um Portugal decente e evoluído.

Francisca Palma

Nota adicional:
Entre os sem-abrigo estudados pela Santa Casa da Misericórdia seria bom saber  quantos fizeram acções de formação do género abaixo referido.
Adianto que é triste o que o IEFP anda a fazer servem-se da carência económica dos cidadãos desempregados mandam-nos fazer cursos profissionais:
- Uns de curta duração (por exemplo de 2 meses) em que só lhes pagam o subsidio de refeição e o passe de autocarro no fim do curso.
- Quanto aos cursos de um ano continuam com a gracinha de descontar o dinheiro da bolsa de formação do subsidio de desemprego (dizem que tem a ver com o Despacho Normativo n.º 6/2013).

Deviam de ter vergonha. Continuam a brincar com o dinheiro do FSE às formações profissionais que para nada servem ou que no fim não dão emprego a ninguém, utilizam mil e uma estratégias, uma delas é mandar as pessoas fazer os tais pequenos cursos fora das instalações dos centros de formação profissional (isto está acontecendo em Faro).


sexta-feira, janeiro 17, 2014

Referendo sobre coadoção e adoção de crianças por casais do mesmo sexo.

No superior interesse das crianças e jovens o referendo sobre coadoção e adoção de crianças por casais do mesmo sexo devia ser feito em contexto escolar a todas as crianças e jovens depois de sessão informativa acerca do assunto.

A questão devia ser feita na 1.ª pessoa como por exemplo:

- Se deixasses de ter pai e mãe aceitarias ser adoptado(a) por casal do mesmo sexo?
Sim
Não



quarta-feira, dezembro 04, 2013

Cáritas Portugal, "Operation 10 Million Stars" 35% of the funds will go to Syrian people




Operação 10 Milhões de Estrelas – Um Gesto Pela Paz 

 "Eu vou fazer este gesto pela paz" e na noite de Natal acenderei uma vela pela paz no Mundo.


«... As verbas que resultam desta campanha, reverterão em 65%  para as Cáritas Diocesanas, que a aplicarão em projectos destinados a apoiar as famílias portuguesas em situação de carência. Os restantes 35% serão entregues pela Cáritas Portuguesa a um projecto internacional...»


http://www.caritas.pt/site/estrelas/index.php?option=com_content&view=article&id=1:missao&catid=2:missao&Itemid=2

35% das verbas serão para o povo da Síria.

http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=71054

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Operation 10 Million Stars - A Gesture for Peace

 "I will make this gesture for peace" and on Christmas Eve I will light a candle for peace in the World

«...  65% of the campaign funds will revert to Diocesan’s Caritas, which apply it on supporting projects for the distress Portuguese families. The remaining 35% will be delivered by Caritas Portuguesa to an international project ... »

Caritas has already decided that 35% of the funds will go to Syrian people.


Link to contact Caritas , by phone, fax or by message:

http://www.caritas.pt/site/estrelas/index.php?option=com_contact&view=contact&id=1&Itemid=7



A refugee remembers Syria, link:

http://www.caritas.org/2013/10/refugee-remembers-syria/

domingo, novembro 24, 2013

"Sem querer" #Cavaco Silva lixou toda a classe politica

O salário de Presidente da República do Estado Português deixou de existir temporariamente a partir de 2011 



Pensem comigo



Vamos partir das seguintes premissas:





- Se «... o Presidente da República decidiu prescindir, a partir de 1 de Janeiro de 2011, do seu vencimento,...»;


- Se «Os vencimentos dos cargos considerados políticos são calculados tendo por base o vencimento do Presidente da República e, em alguns casos, o vencimento dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça. »;


- Se a palavra prescindir significa abdicar de algo por vontade própria, isso significa que, desde 2011, o salário de P.R. deixou de existir temporariamente até que novo P.R. assuma o poder e prefira receber salário em vez de reforma.


Concluo:
- Desde 1 de Janeiro de 2011  muitos há que têm vindo a receber vencimentos e abonos mensais indevidamente, O QUE É RECEBIDO INDEVIDAMENTE TEM DE SER DEVOLVIDO, não é?



É tudo uma questão de interpretação e de lógica.


Se Portugal deixou de pagar salário ao P.R. (óptimo, menos essa despesa) por opção dele próprio, que preferiu a(s) reforma(s), então a lei peca por defeito e omissão de um facto , continua permitindo que uma base de cálculo inexistente (temporariamente) continue em vigor. Será que o Tribunal de Contas não sabe interpretar Português? Ou será que o Acordo Ortográfico descaracterizou a língua portuguesa de tal forma que os tribunais passaram a confundir fato com facto e ficaram bloqueados de tal forma que nem contas sabem fazer? Eu que não entendo nada de contas mas posso ensinar qualquer "coisita", dou um exemplo:

Salário actual do Presidente da República Português = 0€ (zero euros)
Base de cálculo para o vencimento do primeiro ministro = 0,75 X 0€ = 0€ 
Base de cálculo para o abono mensal do primeiro ministro = 0€ X 0,75 X 0,40 = 0€

 Em termos de Orçamento do Estado ou mais concretamente em termos contabilísticos: como será que a(s) entidade(s) processadora(s) de vencimentos de cargos políticos faz(em) os cálculos?


Para além dos pagamentos indevidos ainda somos ludibriados à vista de todos, dou dois exemplos:

1.º - Quando a Presidente da Assembleia da República disse que abdicava do salário de Presidente da Assembleia da República em prol da reforma. 
Pergunto: - Como poderia ela abdicar de algo que não existe, refiro-me à parte dos 80% do vencimento do PR como também do abono mensal para despesas de representação no valor de 40% do respectivo vencimento ??


2.º - Sabiam que os ex-presidentes de República têm direito a uma subvenção mensal correspondente a 80 % do vencimento do Presidente em exercício? Volto a repetir #Cavaco Silva abdicou do salário de P.R. , logo o P.R. recebe actualmente 0€ (zero euros) de salário. Ora se todas as pensões dos «400 ex-políticos com pensão do Estado» têm por base o cálculo do salário do P.R. isso significa que esta gente toda tem vindo a receber pensões indevidas...


www.tvi24.iol.pt/aa---videos---politica/politicos-tvi24pt-subvencoes-ultimas-noticias-pensao/1291955-5796.html


Resumindo:
#Cavaco é o único líder (e os juízes do Supremo Tribunal de Justiça também) que não devia de poder abdicar do salário em prol da reforma porque sobre a base salarial do Presidente (e dos juízes do TS.T.J. também) dependem os cálculos de todos os restantes detentores de cargos políticos (e judiciais no caso da base salarial dos juízes do STJ) .